sexta-feira, 13 de julho de 2018

Santa Ceia - Lição 10

10: O Sacramento da Santa Ceia

Mateus 26.26-30; Lucas 22.19-20; 1Coríntios 11.23-25
     A Santa Ceia foi instituída pelo próprio Senhor Jesus na noite em que foi traído. Outros nomes para a Santa Ceia são: Santa Comunhão, Sacramento do Altar, Partir do Pão, Eucaristia.
     Jesus está presente no pão e no vinho. Quando ele instituiu a Santa Ceia, suas palavras foram claras e precisas: quando nós comemos o pão, recebemos verdadeiramente o seu corpo; quando tomamos o vinho, recebemos o seu sangue. É a presença real do corpo e do sangue de Cristo no Sacramento.
     Para que haja a verdadeira Ceia do Senhor são necessários os dois elementos externos (pão e vinho), as palavras de Jesus (“isto é o meu corpo”, “isto é o meu sangue”, “dado e derramado em favor de vós para remissão dos pecados”) e o comer e o beber do pão e do vinho. Neste ato, recebemos de maneira sobrenatural o corpo e o sangue de Cristo.
     A Santa Ceia é um dos meios da graça que o Espírito Santo usa na sua obra de santificação do crente. O propósito desta Ceia é nos dar maior certeza do perdão dos nossos pecados que recebemos pela fé em Cristo. Através dela somos fortalecidos para podermos viver uma vida dedicada a Deus e ao nosso próximo. Da mesma forma, somos fortalecidos para vivermos uma vida de comunhão com Deus e com os nossos irmãos na fé. Além disso, estamos testemunhando publicamente que cremos na morte e ressurreição de Cristo e nas bênçãos que dela recebemos.
Lucas 22.19-20; Mateus 26.27,28; 1Coríntios 10.17
     Por natureza, ninguém é digno da Santa Ceia, exceto aquele que tem fé no Senhor Jesus. A dignidade exigida é um presente (dom) que Deus concede por meio da fé.  Aqueles que não têm fé, que não confiam em Cristo, que não acreditam na presença real do corpo e do sangue de Cristo na Ceia, recebem o corpo e o sangue de Cristo para a sua condenação.
1Coríntios 11.27, 29-30; Hebreus 11.6
     Por causa disso, não devem participar da Santa Ceia aqueles que não podem examinar-se por causa de sua ignorância espiritual ou falta de instrução ou compreensão a respeito da Santa Ceia. Da mesma forma, não devem participar aqueles que vivem em pecado voluntário e não querem se arrepender nem abandoná-lo.
1Coríntios 10.21; 11.28-29; Mateus 5.23-24; Romanos 16.17
     Antes de participarmos da Ceia do Senhor, nós devemos nos examinar com muito cuidado (Veja abaixo, no final desta lição, o Questionário Cristão, que pode te ajudar muito nesta auto análise). Está preparado para a Santa Ceia todo aquele que está arrependido de seus pecados e quer receber, nesta Ceia, o corpo e o sangue de Jesus no pão e no vinho a fim de obter o perdão dos seus pecados e o fortalecimento da sua fé.
Salmo 51.17; Marcos 1.15; 9.23-26; João 6.37
     Precisamos participar da Santa Ceia com frequência porque:

  1. Jesus nos disse para que assim o fizéssemos;
  2. renovamos a certeza de que todos os nosso pecados estão perdoados;
  3. podemos obter paz e fortalecimento da fé;
  4. a nossa comunhão com Cristo e com os irmãos na fé fica fortalecida;
  5. assim testemunhamos continuamente a morte salvadora do Senhor, lembrando, desde já, com alegria, a grande Ceia Celestial

1Coríntios 11.25-26; Lucas 22.19-20; Mateus 11.28

Anexo

     Faça as seguintes perguntas a você mesmo e confira as suas respostas. Se suas respostas, sinceramente, batem com as que aqui estão, você estará preparado para a Santa Ceia.

Questionário Cristão

     Compilado pelo Doutor Martinho Lutero para aqueles que tencionam participar da Santa Ceia. Depois da Confissão e da instrução dos Dez  Mandamentos, no Credo, no Pai Nosso e nos sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor, o ministro perguntará, ou a pessoa a si mesmo:

1. Crês que és pecador?
     Creio, sou pecador.

2. Como sabes isso?
     Eu o sei pelos Dez Mandamentos, que não guardei.

3. Lastimas os teus pecados?
     Sim, lastimo ter pecado contra Deus.

4. Que mereceste de Deus pelos teus pecados?
     Mereci a sua ira e o seu abandono, a morte temporal e a condenação eterna.

5. Tens a esperança de ser salvo?
     Sim, tenho esta esperança.

6. Em quem confias?
     Confio em meu Senhor Jesus Cristo.

7. Quem é Cristo?
     Cristo é o Filho de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

8. Quantos deuses há?
     Há um só Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.

9. Que fez Cristo por ti para confiares nele?
     Cristo morreu e derramou o seu sangue por mim para remissão dos meus pecados.

10. O Pai também morreu por ti?
     O Pai não morreu; porque o Pai é só Deus, como o Espírito Santo também é só Deus; mas o Filho é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que morreu e derramou o seu sangue por mim.

11. Como sabes isso?
     Sei isso pelo santo Evangelho e pelas palavras da Santa Ceia e pelo seu corpo e sangue, dados a mim neste Sacramento como penhor.

12. Quais são estas palavras?
     “Nosso Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão, e, tendo dado graças, o partiu e o deu aos seus discípulos, dizendo: Tomai, comei, isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
     A seguir, depois de cear, tomou também o cálice e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; porque este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vós para remissão dos pecados; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.”

13. Então crês que o verdadeiro corpo e o verdadeiro sangue de Cristo estão no Sacramento?
     Creio.

14. Que te leva a crer isso?
     Leva-me a crer isso a palavra de Cristo: “Tomai, comei, isto é o meu corpo; bebei dele todos, isto é o meu sangue.”

15. Que devemos fazer ao comermos o seu corpo e ao bebermos o seu sangue, que recebemos como penhor?
     Devemos anunciar a sua morte e o derramamento do seu sangue e nos lembrar do que ele nos ensinou: “Fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.”

16. Por que devemos nos lembrar de sua morte e anunciá-la?
     Para aprendermos a crer que nenhuma criatura podia dar satisfação pelos nossos pecados, senão Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem; e também para aprendermos a olhar os nossos pecados com terror, considerá-los graves e achar gozo e consolação nele só e, portanto, ser salvo por esta fé.

17. Que motivo o levou a morrer e a dar satisfação pelos teus pecados?
     O grande amor para com seu Pai, para comigo e para com outros pecadores, como está escrito em João 15.13; Romanos 5.8; Gálatas 2.20; Efésios 5.2.

18. Finalmente, por que queres participar do Sacramento?
     Para aprender a crer, como já foi  dito, que Cristo, levado pelo seu grande amor, morreu pelos meus pecados, e também para aprender a amar a Deus e ao meu próximo.

19. Que deve advertir e mover o cristão a participar do Sacramento com frequência?
     Quanto a Deus, deve mover-nos a ordem e a promessa de Cristo, o Senhor, e quanto ao cristão, a miséria que pesa sobre ele, a qual deu lugar à ordem, ao encorajamento e à promessa de Deus.

20. Que, porém, deve fazer uma pessoa, quando não sente esta miséria, nem tem fome e nem sede do Sacramento?
     A essa pessoa não se pode dar melhor conselho do que adverti-la, primeiro, a meter a sua mão no peito e verificar se ainda tem carne e sangue; e em todo o caso creia no que diz a Escritura a esse respeito em Gálatas 5.19ss., e em Romanos 7.18.
     Segundo, que olhe ao redor de si e verifique se ainda está no mundo e se lembre de que não haverá falta de pecados e de miséria, como diz a Escritura em João 15.18,19 e 16.20; 1João 2.15 e 5.19.
     Terceiro, ela terá de certo o diabo ao redor de si a todo o momento, o qual, por mentira e mortes, não lhe deixará ter paz interna e nem externa, tal como a Escritura o pinta em João 8.44; 1Pedro 5.8,89; Efésios 6.11,12; 2Timóteo 2.26.

Nota. Estas perguntas e respostas não são brincadeira de criança, mas foram compiladas com toda a seriedade pelo venerável e piedoso Doutor Martinho Lutero para moços e idosos. Cada um veja bem e as considere coisa séria, pois o apóstolo Paulo diz aos Gálatas no capítulo sexto: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba” (Gl 6.7).
Veja também:
   10.1.Vídeo: Sacramentos
   10.2. Vídeo: Santa Ceia, parte 1
   10.3. Vídeo: Santa Ceia, parte 2

Jarbas Hoffimann (@pastorjarbas)
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Congregação Castelo Forte
Nova Venécia, ES
[confira o texto completo em ProFé.on 2.2]

Igreja de Cristo - Lição 11

11: A Igreja de Cristo

     A Igreja de Cristo é o resultado da ação do Espírito Santo neste mundo. Ele é quem converte o pecador, dando-lhe a fé e o perdão e tornando-o mais um membro da Igreja. O Espírito Santo faz esta obra pelos Meios da Graça (Palavra de Deus e Sacramentos). Por isso, onde a Palavra de Deus não é anunciada ou conhecida e nem os Sacramentos são administrados, não pode existir ali a Igreja de Cristo.
Romanos 10.17
     A Igreja de Cristo é: santa, porque todos os seus membros são santos, isto é, Deus lhes perdoou todos os pecados e os santifica; invisível, porque somente Deus sabe quem faz parte da Igreja, pois somente ele pode olhar no coração do ser humano e ver se ali existe fé; única e universal, porque há somente uma Igreja de Cristo, cujos membros estão espalhados por todo o mundo e onde a Palavra de Deus é pregada e anunciada. Dela fazem parte todos os crentes.
Efésios 5.25-27; 2Timóteo 2.19; Lucas 17.20-21; Romanos 12.5
     O fundamento da Igreja é o próprio Cristo, isto é, a Igreja está baseada na obra redentora que Cristo efetuou na cruz. A Igreja é de Cristo, sendo ele o seu protetor e orientador.
Efésios 2.19-21; 1Coríntios 3.11
     A Igreja de Cristo se manifesta neste mundo por meio das Congregações, onde o Evangelho é pregado e os Sacramentos são administrados. Dessa forma, a Igreja se torna visível. A Igreja visível é a totalidade dos que professam a fé cristã e se reúnem em torno da Palavra de Deus. Na Igreja visível, além dos cristãos verdadeiros, há os hipócritas, isto é, aqueles que se dizem cristãos mas que na realidade não o são.
     A Igreja recebeu de Cristo o poder e a autoridade para pregar a Palavra de Deus, batizar, administrar a Santa Ceia e perdoar ou não perdoar os pecados. O poder de perdoar pecados é conhecido como o Ofício das Chaves, porque, pelo perdão, o céu está aberto para aquele que se arrepende e fechado para aquele que não se arrepende de seus pecados.
Mateus 16.19; 18.17-20; João 20.22-23
     O perdão e o amor de Deus devem ser anunciados a todos os que se arrependem e que pretendem desistir de seus pecados e crêem em Cristo como seu salvador. No entanto, se a pessoa não se arrepende, a Igreja anuncia que seus pecados não estão perdoados. A Igreja tem esta autoridade dada por Cristo, no entanto, este poder deve ser usado de acordo com a Palavra de Deus e não de modo arbitrário e injusto.
Marcos 16.16; Salmo 32.2-5; Atos 3.19
     Jesus deu a autoridade de pregar a Palavra, de administrar os Sacramentos e de perdoar ou não os pecados à Igreja, isto é, ao conjunto dos cristãos. A Igreja, entretanto, escolhe do seu meio pessoas capazes para exercer esses poderes em nome dela. É o ofício do ministério público. Tais pessoas, que na Igreja Luterana são conhecidos como pastores, são aqueles que estudam e se preparam para poder bem exercer estas atividades que a Igreja (no caso, a Congregação) lhe confia. Também outros podem ser escolhidos pela congregação para auxiliar o seu pastor em outros ministérios e serviços: professores de escola dominical, diáconos, membros da diretoria, etc.
1Pedro 2.9-10
Veja também:
   11.1. Vídeo: Religar
   11.2. Vídeo: Ofício das Chaves
   11.3. Vídeo: O que é a Igreja?

Jarbas Hoffimann (@pastorjarbas)
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Congregação Castelo Forte
Nova Venécia, ES
[confira o texto completo em ProFé.on 2.2]

Vida Devocional - Lição 12

12: A vida devocional do Cristão

     A partir da fé em Jesus Cristo, o ser humano pecador recebe a oportunidade de relacionar-se com Deus, o Criador. Graças unicamente à salvação obtida por Cristo, o ser humano pode novamente viver em comunhão com o seu Deus. A vida do cristão, portanto, possui esta importante dimensão: o relacionamento com Deus. Este relacionamento pode ser chamado de vida devocional, ou seja, o cristão procura cultivar uma vida de devoção (=dedicação, piedade) a Deus, o seu Criador, Redentor e Santificador. A vida devocional é algo que brota espontaneamente no viver diário do filho de Deus, por meio da qual ele fortalece a sua comunhão e expressa o seu louvor ao seu maravilhoso e misericordioso Pai Celestial.

12.1. O Culto Público

     É um verdadeiro privilégio estar na presença de Deus para adoração. Deus nos encoraja a nos aproximarmos dele para ouvirmos a sua palavra e louvá-lo com palavras e cânticos. Culto é fé em ação. No culto nós estamos pessoalmente envolvidos com Deus, ao mesmo tempo em que fortalecemos a nossa comunhão com os outros irmãos na fé. No culto, por meio da sua Palavra e da Santa Ceia, Deus nos prepara para que possamos enfrentar a vida como seus filhos.
Lucas 10.39-42; Salmo 27.4; Romanos 10.17; Hebreus 10.25

12.2. Estudos Bíblicos e Devoções Particulares

     Os primeiros cristãos gostavam muito de ouvir as Escrituras, a Palavra de seu Deus. Nós faríamos bem em imitá-los. O tempo gasto em estudos bíblicos (ou Escola Bíblica, com alguns chamam) nos departamentos da comunidade ou em grupos pequenos de estudo da Bíblia para crescimento espiritual, encorajamento mútuo e comunhão resulta em muitos benefícios para o crente.
     Nós também fazemos bem se temos devoções em família. Isto traz inúmeras bênçãos para o lar. Coisa muito triste é “deixar” Deus apenas na igreja, esquecendo-se dele em casa. A devoção familiar é algo que liga o nosso lar terreno com o lar celestial.
     O estudo bíblico e a devoção, seja em particular, em família ou em grupo, é uma importante oportunidade para conhecermos melhor o nosso Deus e a sua vontade. Conhecendo melhor a Deus, nossa fé será fortalecida e nossa comunhão com Deus será cada vez mais aperfeiçoada.
Atos 2.42; 17.11Colossenses 3.16; Lucas 11.18

12.3. A Oração

     A oração é um conversar com Deus. Pode ser com o coração apenas ou com o coração e os lábios. Através dela nós podemos compartilhar com Deus os nossos pensamentos, alegrias e tristezas, esperanças e decepções, e assim por diante.
Salmo 10.17; 19.14
     As nossa orações devem ser dirigidas ao único e verdadeiro Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. Orações dirigidas a qualquer outro são falsas e não são ouvidas. Nós podemos nos aproximar de Deus somente por meio de Cristo, o nosso Mediador e Salvador. É necessário haver firme confiança no poder de Deus para que possamos ser atendidos em nossas orações. É da vontade de Deus conceder-nos todas as bênçãos espirituais. Ao orarmos por bênçãos materiais, entretanto, acrescentamos “se for da tua vontade”. Estas decisões nós confiamos à bondade de Deus.
Mateus 4.10; 6.7-8; João 16.23-24; Tiago 1.6,7; 1João 5.14
Veja também:
   12.1. Vida Devocional, outro auxílio
   12.2. Oração, outro auxílio
      12.3. Vídeo: Oração
      12.4. Vídeo: Oração, Ruídos
      12.5. Vídeo: Oração faz diferença?
      12.6. Vídeo: Orações não atendidas

Jarbas Hoffimann (@pastorjarbas)
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Congregação Castelo Forte
Nova Venécia, ES
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Pai-Nosso - Lição 13

13: Pai-Nosso

Mateus 6.9-13

13.1. Pai-nosso, que estás nos céus

     Aqui, Jesus nos ensina a chamarmos a Deus de “Pai”. A palavra “Pai” deve inspirar a nossa completa confiança em Deus. Pela fé em Jesus, nós somos feitos filhos de Deus, podemos confiar nele e falar com ele em oração. A palavra “nosso” nos ensina a nos vermos todos como irmãos, nos ensina que Deus quer a nossa comunhão. Como filhos de Deus, somos todos iguais perante ele.

13.2. Santificado seja o teu nome

     Santificar quer dizer “fazer santo”. O nome de Deus já é santo por si mesmo. Quando fazemos esta oração, entretanto, pedimos que o nome de Deus seja santo entre nós, por meio da honra e glória que devotamos a ele, de nosso amor e da confiança que depositamos nele todos os dias. Nossa ação como cristãos é que vai fazer com que o nome de Deus seja santificado entre nós. Por isso pedimos a Deus que ele nos dê a capacidade de procedermos de acordo com a sua vontade.

13.3. Venha o teu reino

     Aqui nós pedimos para que o Reino de Deus cresça em nossos corações, em nosso lar, em nossa igreja, em nosso país e em todo o mundo. O Reino de Deus vem por si mesmo, mas aqui pedimos que o Reino de Deus atue entre nós e junto a nós, de modo que sejamos participantes deste Reino. Pedimos aqui que a obra de Cristo — seu sacrifício a nosso favor — tome efeito entre nós por meio de uma vida cristã conforme a vontade de Deus.

13.4. Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu

     Pedimos aqui que Deus capacite a todos nós, por meio da fé, a que possamos cumprir a vontade de Deus em nossas vidas aqui na terra, assim como ela é cumprida perfeitamente no céu. A vontade de Deus em primeiro lugar é que todos os seres humanos sejam salvos por meio da fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

13.5. O pão nosso de cada dia nos dá hoje

     O pão nosso inclui tudo aquilo de que precisamos para sustentar o nosso corpo e a nossa vida, tudo o que torna as nossas vidas felizes e frutíferas. Aqui aprendemos que tudo o que somos e temos provém de Deus, tudo é um presente de sua mão graciosa.

13.6. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores

     Aqui nós estamos pedindo o perdão de todos os pecados que cometemos diariamente e também estamos nos comprometendo a perdoar a todos aqueles que pecam contra nós. Tendo recebido o perdão completo e gratuito de Deus, nós somos compelidos pelo amor a perdoar também a todas as pessoas.
Mateus 18.23-35

13.7. E não nos deixes cair em tentação

     Aqui nós oramos para que Deus nos guarde e preserve, de modo que o diabo, o mundo e o nosso próprio pecado não nos enganem, ou nos levem à descrença ou ao pecado. Queremos também lembrar que não devemos nos expor despropositadamente ao pecado.

13.8. Mas livra-nos do mal

     Vivemos em um mundo pecaminoso, por isso o mal está sempre ao nosso redor. Aqui pedimos que Deus nos dê forças para podermos suportar os sofrimentos desta vida e que ele nos proteja, levando-nos a salvo para o lar eterno.

13.9. Pois teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre

     Este é um grande final para uma grande oração. Nosso Pai é Deus Todo-poderoso. Ele pode e fará tudo o que prometeu. Nós estamos completamente seguros em suas mãos.

13.10. Amém

     Amém significa: Assim, seja, Senhor. Ao dizermos “amém” após uma oração, estamos concordando com o que ali foi pedido e agradecido.

Veja também:
   13.1. Pai-Nosso, outro auxílio
      13.2. Vídeo: Oração: Pai-Nosso

Jarbas Hoffimann (@pastorjarbas)
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Vida dedicada a Deus - Lição 14

14: A vida dedicada a Deus

     O cristão, a partir da sua fé em Jesus Cristo, reconhece que tudo o que ele é e tudo o que possui foi dado por Deus. Vida, saúde, tempo, dons (habilidades), bens materiais, bens espirituais, enfim, tudo procede da bondosa mão de Deus. Nós, seres humanos, somos apenas os administradores de tais bens que nos são concedidos por Deus. Esta administração é chamada de mordomia. Nós somos mordomos do Senhor, isto é, nós somos administradores de tudo o que Deus nos tem concedido. Temos, portanto, a grande tarefa de administrar bem e corretamente tudo aquilo que Deus nos tem concedido. Mordomia iguala-se à fidelidade, isto é, o desejo de usar todos os nossos dons, vida, tempo e bens para a glória de Deus e a edificação da sua Igreja neste mundo.
     Esta administração cristã da vida é um culto que o cristão presta ao seu Deus e Salvador. Todos nós, criaturas perdidas e condenadas, fomos redimidos e libertados pelo precioso sangue de nosso Senhor Jesus Cristo  e recebemos da parte de Deus uma nova vida. Passamos a pertencer a Deus. Somos o seu povo. É dentro deste contexto que não vivemos mais para nós mesmos, mas para aquele que nos criou e redimiu (2 Co 5.14,15). Por outro lado, é em relação ao nosso próximo que nós efetivamos na prática esta relação que temos com o nosso Deus.
Mateus 25.31-46
     Deus quer que nós usemos todas as habilidades que ele nos confiou para a sua glória, para o bem estar do nosso semelhante e para o nosso próprio bem. Qualquer profissão que visar o nosso sustento, contribuir para o bem estar das outras pessoas, não for prejudicial a ninguém, nem vá contra os preceitos divinos, é agradável a Deus. O nosso tempo nesta vida também é algo passageiro; por isso, precisamos aprender a usar e gastar bem o nosso tempo, de acordo com a vontade de Deus.
Efésios 5.15-17
     Com relação aos bens materiais, Deus é honrado pelo melhor que podemos oferecer-lhe. No Antigo Testamento, cada membro do povo de Israel contribuía com 10% (dízimo) de tudo o que possuía. Hoje não estamos mais debaixo desta lei: Deus nos deixa livres para ofertarmos o quanto quisermos. Ele deseja, entre-tanto, que nós ofertemos com amor e responsabilidade, de acordo com as nossas posses. O cristão sempre vai querer fazer o máximo e dar o melhor de si pela causa de Cristo e do Evangelho. A título de recomendação, muitas congregações sugerem que o membro estabeleça dentro da sua liberdade cristã uma porcentagem dos seus ganhos como oferta para o Reino de Deus e assim contribua ativamente para a obra da Igreja de Deus, celebrando o seu culto material a Deus.
2Coríntios 9.7
     A vontade de Deus é evangelizar o mundo. O seu desejo é que todos sejam salvos pelo ouvir do Evangelho de Cristo. Para que isso aconteça ele nos coloca como “pescadores de homens”, isto é, como testemunhas do Evangelho neste mundo em que vivemos. A evangelização é o principal trabalho de cada cristão e a razão de ser de toda congregação cristã.
     Não devemos encarar os aspectos desta vida cristã como pesos e obrigações, mas como oportunidades que Deus nos dá para darmos sentido à nossa existência, servindo a ele, nosso Criador e Redentor e ao nosso próximo.

Veja também:
   14.1. Vídeo: Dízimos?
   14.2. Vídeo: Negociando com Deus?
   14.3. Vídeo: Uso do dinheiro


Jarbas Hoffimann (@pastorjarbas)
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Fim do mundo - Lição 15

15: Os Acontecimentos do Fim do Mundo

     A Bíblia nos ensina claramente que este mundo no qual nós vivemos é passageiro. Quando Cristo voltar para julgar todas as pessoas, este mundo e tudo o que nele existe irá desaparecer e Deus fará um novo céu e uma nova terra. Antes disso, porém, os mortos irão ressuscitar e Cristo irá julgar os vivos e os mortos.
     Cristo voltará a este mundo em poder e muita glória, acompanhado de todos os seus anjos, e será visto por todas as pessoas. Naquele dia, todos terão que reconhecer a soberania e a majestade divina de Jesus Cristo. O dia da volta de Cristo será súbito e inesperado. Ninguém, além de Deus, sabe quando será este dia e esta hora. Por isso, nós cristãos devemos estar sempre preparados para a volta de Cristo a qualquer momento. Parece que antes da volta de Jesus acontecerão tempos difíceis, o que, entretanto, não nos autoriza a fazer quaisquer previsões.
Apocalipse 1.7; Atos 1.11; 17.31; 2Timóteo 3.1-4
     Outra grande verdade ensinada pela Escritura é a futura ressurreição de todos os mortos. Esta ressurreição (volta à vida) acontecerá no dia da volta de Cristo, quando os mortos ouvirão a voz de Jesus e sairão dos seus túmulos. Todos ressuscitarão com corpos diferentes, corpos não mais sujeitos às limitações de tempo e espaço, corpos imortais. Serão corpos que permanecerão eternamente inalterados. Aqueles que creram em Jesus durante a sua vida, ressuscitarão para se encontrar com Jesus e viver junto com ele, para sempre, na glória e felicidade eternas. Aqueles que estiverem vivos quando Jesus voltar terão seus corpos transformados, para serem iguais àqueles que ressuscitarão.
João 5.28-29; 1Tessalonicenses 4.13-18
     Todos os seres humanos, então, vivos e mortos, estarão diante de Jesus para serem julgados por ele. Cristo irá julgar as pessoas de acordo com um só critério: a fé em Jesus como seu Salvador pessoal. Cristo irá analisar a fé de cada um e as boas obras que surgiram desta fé. A pessoa que, durante a sua vida terrena, aceitou a Jesus como o seu Salvador e que vivenciou esta fé, irá receber a confirmação daquilo que ela já sabia durante a sua vida: que estará eternamente salva e que receberá a “coroa da vida eterna”. No entanto, a pessoa que durante a sua vida terrena não confiou em Cristo como o seu Salvador, ou mesmo que o desprezou durante todo esse tempo, receberá a confirmação de sua eterna condenação, ou seja, irá sofrer eternamente, condenada a viver para sempre distante da graça de Deus.
Marcos 16.16
     Haverá um novo céu e uma nova terra, tão maravilhosos como os que Deus criou e antes que o pecado dos seres humanos estragasse tudo. Os crentes salvos estarão satisfeitos, perfeitamente felizes, livres de todo o pecado e de todas as tristezas deste mundo. Viveremos de um modo diferente, em alegria e glória que não podem ser descritas por palavras humanas. No céu, o crente verá a Deus face a face e poderá, eternamente, usufruir da sua presença maravilhosa.
Apocalipse 21.1-7
     Em vista destas realidades, nós precisamos estar certos de que cremos realmente em Jesus como nosso Salvador e precisamos colaborar para a evangelização do mundo, para que muito mais pessoas possam receber a salvação e não o sofrimento eterno. Feito isso, podemos aguardar com alegria a volta do nosso Senhor.

Veja também:
   15.1. Vídeo: A volta de Jesus
   15.2. Vídeo: Tipos de morte
   15.3. Vídeo: O que acontece após a morte?
   15.4. Vídeo: Reencarnação?

Jarbas Hoffimann (@pastorjarbas)
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Credo Apostólico - Lição 16

16: Credo Apostólico

16.1. Primeiro Artigo: Da Criação:

     “Creio em Deus Pai Todo-poderoso, criador do céu e da terra”

     O que significa isto?
     Creio que Deus me criou a mim e a todas as criaturas. Ele me deu o corpo e a vida, a inteligência e todos os sentidos, e ainda os conserva. Além disso, Deus me dá roupas, calçado, comida, bebida, casa e lar, e todos os bens. Diariamente ele me dá o necessário para o corpo e a vida, protege-me contra todos os perigos e me guarda de todo o mal. E tudo isso Deus faz unicamente por sua paterna e divina bondade, sem eu merecer nada. Por tudo isso eu devo dar graças e louvor a Deus, servi-lo e obedecer-lhe.

16.2.Segundo Artigo: Da Salvação

     “Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao inferno, no terceiro dia ressuscitou dos mortos, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.”

     O que significa isto?
     Creio que Jesus Cristo é verdadeiro Deus, gerado do Pai desde a eternidade, e também verdadeiro homem, nascido da virgem Maria. Ele é meu Senhor porque salvou a mim, pessoa perdida e condenada, me resgatou de todos os pecados, da morte e do poder do diabo. Ele não fez isso com ouro e prata, mas com seu santo e precioso sangue e seu inocente sofrimento e morte. E Jesus fez isso para que eu lhe pertença e o sirva em eterna justiça, inocência e bem-aventurança. E assim como ele ressuscitou dos mortos, ele vive e reina eternamente.

16.3. Terceiro Artigo: Da Santificação

     “Creio no Espírito Santo, na santa igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém”

     O que significa isto?
     Creio que por minha própria razão ou força não posso crer em Jesus, meu Senhor, nem vir a ele. Mas creio que o Espírito Santo me chamou pelo Evangelho, me iluminou com os seus dons, me santificou e me conservou na verdadeira fé. Assim também congrega, ilumina e santifica toda a cristandade na terra, e em Jesus Cristo a conserva na verdadeira e única fé. Nesta cristandade ele perdoa a mim e a todos os crentes diária e abundantemente todos os pecados. E no último dia, ele me ressuscitará a mim e a todos os mortos e me dará a mim e todos os crentes em Cristo a vida eterna.
     “Amém”: Assim seja, ó Senhor. Isto é certamente verdade.

Veja também:
   16.1. Vídeo: Deus

Jarbas Hoffimann (@pastorjarbas)
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Congregação Castelo Forte
Nova Venécia, ES
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